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15.10.08

Nª Srª do Milagre de Cocentaina




Cocentaina, pequena cidade da Espanha, tornou-se palco de grandes milagres atestando o desvelo da Mãe de Deus para com seus filhos mais humildes! Por Valdis Grinsteins
Uma imagem de Nossa Senhora, pintada, segundo venerável tradição, pelo próprio Evangelista São Lucas, após inúmeros deslocamentos e problemas fixou-se afinal na tranqüila e abençoada cidadezinha espanhola de Cocentaina. Nesse fato pode-se ver uma analogia: através de numerosas provações, chegaremos à nossa meta última que é o Céu.
Tal quadro havia sido venerada inicialmente em Jerusalém, do século I ao V. Para evitar sua destruição, quando da invasão da cidade pelos muçulmanos, a Princesa bizantina Pulqueria a trasladou a Constantinopla.Durante 10 séculos a imagem permaneceu nessa cidade, que foi conquistada pelos turcos muçulmanos em 1453. Alguns anos antes, prevendo a iminente invasão, o Cardeal Patriarca Besarión levou-a consigo a Roma, presenteando-a ao Papa Eugênio IV, em agradecimento por tê-lo sagrado Cardeal.Pouco tempo a pintura permaneceu em Roma, pois o Papa, à vista de um desentendimento com um súdito, pediu ao Rei de Aragão que o ajudasse. Este enviou a Roma Don Ximen Perez Roig de Corella, o qual solucionou o problema tão ao agrado do Papa, que recebeu de presente a pintura atribuída a São Lucas. O cavaleiro, simultaneamente, recebeu do Rei o título de Conde de Cocentaina, na Espanha, levando consigo o precioso quadro. Assim, depois de passar pelas três capitais do mundo antigo (Jerusalém, Constantinopla e Roma), a imagem acabou fixando-se num tranqüilo e distante local, onde ninguém imaginaria que pudesse se estabelecer tão preciosa relíquia.O famoso milagre das lágrimas da Virgem SantíssimaEm nenhuma das três grandes cidades onde esteve, consta que a imagem operasse algum milagre, ou chorasse por ocasião dos grandes pecados cometidos pela população, como, por exemplo, o cisma de Constantinopla. O mais curioso porém foi que, pouco após sua chegada a Cocentaina, ela começou a manifestar-se como milagrosa, chorando em virtude dos males que afligiam a cidadezinha. Com efeito, começara então na Espanha uma terrível guerra civil, conhecida com o nome de Guerra dos Comuneros. E Cocentaina teve também que sofrer em meio a este tremendo conflito.No dia 19 de abril de 1520, estava o padre Onofre Satorre celebrando a Santa Missa na capela do Palácio dos Condes de Cocentaina, em presença do filho maior do Conde, Don Guilherme de Corella, quando este reparou que a imagem estava chorando lágrimas de sangue. Primeiro pensou estar enganado, mas terminada a Missa, ordenou fosse o quadro descido do altar, a fim de comprovar o fato. Ao ter a imagem entre as mãos, colocou um dedo numa lágrima que saía de seu olho esquerdo; no contato, a lágrima espalhou-se no rosto.No total, a imagem verteu 27 lágrimas, que ainda hoje se vêem em sua face. Conforme o estilo da época, foi chamado o tabelião, para que fizesse uma ata certificando o milagre. Na referida ata constam 500 assinaturas de pessoas que acorreram a presenciar o milagre.Terá esse milagre chamado a atenção daqueles que estavam envolvidos na guerra civil, atribuindo eles, a seus pecados, o pranto de Nossa Senhora? Não o sabemos. O fato é que a guerra terminou pouco tempo depois.E, para que fosse dignamente venerada a imagem, pela qual a Virgem Santíssima se dignava manifestar de modo tão claro sua dor pelos pecados cometidos, foi fundado posteriormente um Convento de freiras capuchinhas com o nome de Nossa Senhora do Milagre de Cocentaina.Apesar das lágrimas, bondosa concessão: a chuva
Após o milagre das lágrimas, a Virgem começou a ser invocada por ocasião das necessidades da população, especialmente solicitando a chuva, quando havia risco de faltar água para as plantações e de se perder a colheita. Para isso, o povo levava a imagem em procissão, e durante sete dias eram celebradas Missas em honra de Nossa Senhora de Cocentaina . E sempre, antes de terminar a sétima celebração do Santo Sacrifício, chovia. A tal ponto ficou conhecida a imagem por essa razão, que até os muçulmanos residentes nessa região após a reconquista católica a chamavam Senhora da Chuva. E quando sentiam a falta de água, os próprios maometanos suplicavam aos católicos para realizar logo a procissão…
Vários milagres retumbantes Deus realizou por meio desta imagem, como, por exemplo, a ressurreição de uma menina que passou 24 horas sob a água, ou permitir que sobrevivesse uma freira que, tendo caído num poço profundo, permanecera horas esperando socorro.
No dia 1o de março de 1778, incendiou-se o palácio do Duque de Santisteban, em Madri. Uma cópia da imagem estava na escadaria do palácio, iluminada por um holofote de chumbo. Foi tão terrível o fogo, que o chumbo se derreteu, outros quadros situados acima da imagem ficaram carbonizados, mas a imagem nada sofreu, para surpresa geral. Assim, haveria vários outros milagres a serem narrados. Relataremos apenas um, dos mais documentados, que beneficiaram uma religiosa franciscana do Convento da Cocentaina.
“Só a imagem original há de me curar”A irmã Maria Margarita de Jesus era freira do Convento do Milagre, em 1693, quando foi atacada por terrível enfermidade. Dores intensas no ventre, nas costas, convulsões contínuas. E até úlceras na garganta, devido aos gritos ocasionados pelas intermináveis dores.Em meio à doença, teve um sonho no qual a imagem milagrosa da Virgem a curava. Por isso, pediu que levassem a imagem até seu leito, uma vez que não tinha condições de ir à igreja. Este pedido era ousado, pois não era costume naquela época deslocar a imagem principal à clausura do convento. Por isso, a Abadessa ordenou que lhe levassem uma das cópias existentes naquela casa religiosa. Em meio às dores, já quase sem sentidos, Irmã Maria Margarita viu a imagem chegar e disse: “Não é esta a que curará, e sim a original”.As freiras ficaram consternadas, mas pouco podiam fazer, pois certamente as autoridades eclesiásticas não atenderiam à solicitação. No dia 24 de outubro, a freira entrou em agonia e já não percebia nada. Só nesta extrema situação a Abadessa ousou pedir a autorização. E, para surpresa de todos, por tratar-se de uma moribunda, as autoridades consentiram. Quando a procissão com a imagem se aproximava, a enferma voltou a si e disse: “Já está chegando Nossa Senhora, já estou bem, e nada me dói”. Quando o padre que portava a imagem passou-a às mãos da freira, esta disse: “Agora já estou com perfeita saúde e tenho bom apetite”. Após vários dias sem alimentar-se, comeu algumas bolachas e pediu para revestir-se do hábito capuchinho para acompanhar a imagem até a porta do Convento. Para espanto dos presentes, ela, que quase não se movia, colocou agilmente o hábito religioso e acompanhou o cortejo. Novamente foi chamado o tabelião, pois todas as freiras, bem como os médicos que presenciaram a rápida e inexplicável cura de Madre Maria Margarita, depuseram atestando o milagre.Atendimento maternal a todos os filhosA história dessa imagem pode ajudar a desfazer uma dificuldade que, infelizmente, muitos fiéis católicos têm em relação a Nossa Senhora. Julgam não serem suficientemente importantes para que a Mãe de Deus deles se ocupe. Ou então, que tanta gente é atendida por Ela, que não sobra tempo para todos.Essa imagem, porém, nos prova o contrário. Se Nossa Senhora quisesse fazer milagres retumbantes, poderia tê-los feito em Jerusalém, Constantinopla ou Roma, todas elas cidades muito importantes, nas quais residem pessoas poderosas. Mas Ela quis, por meio dessa imagem, manifestar seu poder através de milagres, numa pequena cidade desconhecida até na própria Espanha, prodigalizando favores a todas as categorias de filhos humildes.Afastemos então essa tentação, pois Nossa Senhora é nossa Mãe, e cuida de cada um nós mais do que todas as mães do mundo juntas o fariam. Tenhamos em relação a nossa Mãe do Céu uma confiança semelhante à dos felizes habitantes da pequena e despretensiosa Cocentaina.

Nª Srª de Urcupinha




Nossa Senhora de Urcupinha

(Quillacollo, Bolívia -15 de agosto

)Entre os países irmanados conosco pela Fé católica, a Bolívia ocupa um lugar especial no mapa sul-americano.O vale de Cochabamba, onde fica a cidade de Quillacollo, encontra-se numa encruzilhada central no país vizinho. Não somente por isto, mas principalmente pela abundância de graças concedidas aos devotos, o santuário de Nossa Senhora de Urcupinha tornou-se o mais concorrido da Bolívia.Sem possuir o título oficial de Rainha e Padroeira, como o é no Brasil Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a veneração que recebe é como se o tivesse, talo afluxo de peregrinos que atrai, especialmente durante o mês de agosto.A história dessa devoção é muito simples. Constitui mais uma manifestação da maternal ternura de Nossa Senhora para com as populações indígenas da América.Em fins de 1700, uma família de índios quíchuas vivia de modesta criação de ovelhas, nos arredores da vila de Quillacollo. A filha mais nova, de cerca de 10 anos, todos os dias levava o pequeno rebanho até as encostas das suaves colinas dos arredores, onde havia água e pasto em abundância.Em certo dia de agosto, de sol esplendoroso, a menina teve sua atenção chamada para um pássaro que cantava de maneira inusitada. A menina ouviu, então, passos de alguém se aproximando. Ao voltar-se, deparou-se, cheia de espanto, com nobre Senhora. Ela trazia nos braços um Menino, cujos olhos eram expressivos - descreveu a pastorinha - como duas estrelas tiradas do céu.A formosa Senhora amavelmente lhe dirigiu a palavra e começaram a conversar. Às vezes o Menino se entretinha, brincando com a água cristalina que manava dos rochedos, no que era acompanhado pela pastorinha. Durante alguns dias, a Dama e seu Filho repetiram a visita.Entretanto os pais da menina perceberam que o horário costumeiro de seu retorno com o rebanho estava um tanto alterado. Ao ser inquirida, explicou o que acontecia. Eles não lhe deram crédito, mas resolveram acompanhá-Ia. Próximo do local, a filha apontou para a colina, exclamando com alegria: “Urkupinha! Urkupinha!”, que no dialeto quíchua significa “já está no cerro!” Os pais conseguiram ver à distância a Senhora e o Menino. Impressionados, foram imediatamente avisar o pároco e vizinhos em Quillacollo. Quando chegaram todos ao lugar, ainda conseguiram divisar a Virgem e o Menino, que logo desapareceram da vista, enquanto subiam ao céu.Naturalmente quiseram todos ir até o exato lugar onde a pastorinha costumava receber a celeste visitante.Admirados, encontraram uma pequena e formosa imagem de Maria Santíssima com seu Divino Filho. A imagem foi transferida para a capela da vila de Quillacollo, onde passou a ser venerada pelas populações indígenas, e já há muito mereceu ser chamada de milagrosa, em razão das muitíssimas graças concedidas pela Virgem Mãe de Deus.Restaurada por artista boliviano e revestida de trajes de seda, com coroa, jóias e enfeites de acordo com gosto hispânico, a imagem, de cerca de 70 cm de altura, encontra-se hoje no altar-mor da igreja de Santo Ildefonso de Quillacollo. Durante o mês de agosto, milhares de devotos acorrem ao santuário.Há um costume peculiar de irem ao local da aparição, onde existe uma gruta na qual se encontra cópia da imagem de Nossa Senhora. Ali os devotos retiram com talhadeiras pedaços de rocha e fazem um pedido à Virgem, levando de volta para casa essas pedras, como uma espécie de penhor. Em geral, essa pedra é mantida em lugar de destaque na casa. No ano seguinte, em agosto, retomam e depositam a pedra junto à gruta, no caso de as graças terem sido alcançadas.Quando, há cerca de quatrocentos anos, aquelas paragens foram chamadas de Quillacullu - Colina da Lua - ninguém podia imaginar quão adequada era essa denominação. Sobre uma de suas colinas apareceria Aquela que é chamada pela Igreja “bela como a lua”.

Nª Sª da Consolação


Nossa Senhora da Consolação


A todos os que estejam aflitos, recomenda-se rezar a jaculatória "Consoladora dos aflitos, rogai por nós"Devido aos terríveis flagelos espirituais e materiais que açoitam o mundo, atingindo não raramente a vida quotidiana de muitos, inúmeras pessoas ficam aflitas. Algumas, infelizmente, chegam a cair no desespero.Para vencer as dificuldades que a Providência permite que se abatam -- merecidamente ou não -- sobre nós, suportar com paciência os sofrimentos e enfrentar as lutas e adversidades da vida com ânimo, ênfase e resolução, nada melhor do que recorrer a Nossa Senhora da Consolação.Nossa Senhora e os Apóstolos Os Apóstolos tiveram a insigne graça de acompanhar de perto o Divino Mestre. Ao vê-lo afastar-se, para subir ao Céu gloriosamente, poderia tê-los invadido uma sensação de desamparo, de desolação. Mas com eles ficara Nossa Senhora.E Maria Santíssima, como verdadeira Mãe dos discípulos de Nosso Senhor, consolou-os e os encorajou na árdua e nobre missão de levar a Fé ao mundo imerso no paganismo, que lhes fora dada claramente pelo Redentor: "Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. O que crer e for batizado, será salvo; o que, porém, não crer será condenado" (Mc. 16, 15-16).Malgrado o que dizem certos membros da corrente progressista "católica" favorável a uma neomissiologia, este mandado divino continua e continuará imutável, não só para os sucessores dos Apóstolos, mas para todos os cristãos. E Maria Santíssima continua sendo, neste vale de lágrimas, a consoladora de todos os filhos que a Ela recorrem.Agostinianos difundem devoção a Nossa Senhora da ConsolaçãoA devoção a Nossa Senhora da Consolação -- ou Consoladora dos aflitos, como está inserida na Ladainha Lauretana -- difundiu-se em todo o mundo por intermédio dos agostinianos, pois a Ela se deve a conversão de seu Santo Fundador.Santa Mônica, amargurada pelos desvarios de seu filho Agostinho, recorreu à Mãe da Consolação, e pouco depois teve a suprema alegria de vê-lo convertido e fervoroso católico. Ele tornou-se um dos maiores santos da Igreja, e escolheu como protetora da Ordem que fundou a Consoladora dos aflitos, incumbindo seus filhos espirituais de divulgar essa devoção.A invocação Nossa Senhora da Consolação foi aprovada pelo Papa Gregório XIII, em 1577. E sua festa é celebrada no primeiro domingo após o dia de Santo Agostinho (28 de agosto). Dessa forma, a festa é móvel.Maria consola seus devotos no purgatórioNossa Senhora socorre seus devotos não apenas neste mundo, mas também no purgatório, onde tem pleno poder, tanto para aliviá-los como também para livrá-los completamente.Sobretudo em suas festas, Nossa Senhora vai até o purgatório e liberta grande número de almas. Eis o que conta Santo Afonso Maria de Ligório, em sua magnífica obra "Glórias de Maria Santíssima":"Refere São Pedro Damião [Doutor da Igreja falecido em 1072] que certa mulher, chamada Marózia, apareceu depois de morta a uma sua comadre, e lhe disse que no dia da Assunção de Maria havia sido libertada do purgatório. Que, juntamente com ela, saíra um tão considerável número de almas, que excediam o da população de Roma".Igreja e cemitério da Consolação, em São PauloDesde o século XVIII, havia na capital paulista um cemitério, situado naquela época bem distante do centro da cidade.Exprimindo o consolo que a Mãe de Deus concedia àqueles que iam visitar os restos mortais de seus entes queridos, foi erigida não distante do cemitério uma igreja dedicada a Nossa Senhora da Consolação. Em 1907, aquele templo foi demolido, dando lugar ao que hoje ali se encontra, com sua torre de 75 metros de altura e ornamentado interiormente por expressivas pinturas de autoria de Oscar Pereira da Silva e Benedito Calixto. O cemitério e a rua que o liga à igreja receberam também o nome de Consolação.

14.10.08

Consagração a Nossa Senhora do Pilar


Virgem Imaculada! Minha Mãe! Maria!Eu vos renovo, hoje e para semprea consagração de todo o meu ser para que disponhais de mimpara o bem de todas as pessoas.
Somente vos peço, minha rainha e mãe da igreja,força para cooperar fielmentena vossa missão de trazero reino de Jesus ao mundo.
Ofereço-vos, portanto,Coração Imaculado de Maria, as orações e os sacrifíciosdeste dia, para que fiéis à nossa consagração,sejamos igualmente disponíveis a colaborar convoscona construção de um mundo novo,ó Maria concebida sem pecado!rogai por nós que recorremos a vóse por todos quantos recorrema vós, de modo particular as famílias de nossa comunidade paroquial, que vos venera com o título de Senhora do Pilar.

Nossa Senhora de Bermont; devoção de Santa Joana d'Arc


Uma devoção mariana especial de Santa Joana d’Arc. Muitas vezes, o que torna popular uma devoção é o elo entre um santo e a imagem da Virgem preferida por ele.Já ouvi adversários da fé católica queixarem-se de que somos “triunfalistas”. Parece quererem dizer com isso que só gostamos dos esplendores, daquilo que vai bem, daquilo que vence, etc.Por um lado, nada mais normal do que admirar a grandeza do triunfo, pois nosso Deus é o eterno triunfador, e prometeu à sua Igreja que as portas do inferno não prevaleceriam contra Ela. Por outro lado, se bem que a Igreja ensine a amar a cruz, há algo de profundamente destrutivo nessa mania moderna de desejar só o mínimo, o minúsculo, o sem-brilho.É uma atitude que nada tem a ver com o amor à cruz. A cruz é gloriosa, símbolo da dor que nos leva ao Céu. Mas gostar daquilo que é miserável, com a desculpa de ser humilde, é deprimente.Essa má tendência do miserabilismo, tipo Cuba, se reflete também em certa aversão pelas representações de Nossa Senhora que melhor indicam seu triunfo.Por exemplo, há pessoas que não gostam do lado brilhante de imagens rodeadas de jóias doadas pelos seus devotos. Como Nossa Senhora de Copacabana, na Bolívia, que ostenta numerosas esmeraldas. Outros são mais ideológicos, e não gostam de Nossa Senhora de Fátima exatamente porque promete um triunfo brilhante sobre o mal.E há ainda aqueles que nos censuram por falarmos das imagens que realizam milagres, ou das aparições da Santíssima Virgem comprovadas historicamente. São deformações de espírito, fruto lamentável de doutrinas favoráveis ao miserabilismo, infiltradas nos meios católicos há muitos anos.Isso dito, podemos esclarecer que na Igreja Católica a devoção não se expande apenas por meio de imagens utilizadas pela Providência Divina para realizar milagres, ou imagens representativas de aparições com grande atração popular, como as de Lourdes, Guadalupe, Fátima ou Aparecida.A Igreja favorece todas as devoções marianas que levam a uma piedade sã, que aumentam nosso desejo de perfeição individual ou coletiva. Há imagens que movem multidões, outras que tocam as almas de poucas pessoas. Por que isso? São os mistérios da graça, que só um dia a Divina Sabedoria revelará. Mas toda imagem que move à piedade, mesmo que seja em favor de uma só pessoa, é digna de nossa devoção.Se bem que o habitual seja a Igreja favorecer especialmente as devoções que mais tocam seus filhos, nem por isso deixa de promover ou reconhecer as devoções mais modestas. Como é o caso de Nossa Senhora de Bermont, na França.Uma pastorinha para salvar um grande paísA história de Santa Joana d’Arc é muito conhecida. No auge da decadência da França no século XV, Deus decidiu salvar essa nação filha primogênita da Igreja. E para que ficasse muito claro que era o poder de Deus que fazia isso, e não o poder dos homens, usou como instrumento uma moça, Joana d’Arc.Ela conseguiu o que parecia impossível: coroar o rei da França na catedral de Reims, e que os ingleses fossem expulsos do país. Convinha para os planos de Deus que fosse uma jovem, não um cavaleiro, e igualmente que ela fosse uma jovem simples.Joana era pastora em uma cidadezinha simpática, mas minúscula — Domremy. A casa onde ela nasceu está ao lado da igreja, e a basílica de Domremy — construída em fins do século XIX no local onde apareciam a ela São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida — que dista dois quilômetros de sua casa, parece enorme em relação à pequena população local.Joana era uma típica pastora da época, com muita piedade. Costumava ir a uma pequena capela no meio duma colina, construída no século XII, onde moravam uns eremitas que administravam pequena hospedagem para os viajantes. Joana d’Arc ia todos os sábados a pé da sua casa até a capela, a uns três quilômetros, para levar velas à imagem da Virgem.Esta imagem, conhecida como Notre Dame de Bermont, tem um metro de altura e é talhada em madeira. É uma boa imagem, mas simples, não uma obra de arte. Como nas imagens clássicas da piedade popular da época, Nossa Senhora usa coroa e cetro; num braço sustenta o Menino Jesus, o qual tem uma pomba nas mãos.Todas as testemunhas dos processos feitos para reabilitar Santa Joana d’Arc são unânimes em afirmar que ela tinha muita devoção a Nossa Senhora representada por essa imagem. Não consta que a imagem tenha sido ocasião de algum milagre, nem sequer que alguém tenha recebido alguma graça especial diante dela. Mas ficou o elo espiritual entre Santa Joana d’Arc e sua imagem preferida. Foi graças a esse elo que a imagem começou a interessar às pessoas.No fim do século XIX houve na França um surto de patriotismo, e os católicos do país se interessaram especialmente pelas figuras históricas importantes que a nossa Religião tinha produzido, entre as quais Santa Joana d’Arc, que tem um papel de destaque até o dia de hoje. Nessa época iniciou-se a construção da basílica de Domremy, e começaram as pessoas a ir ver a imagem diante da qual Joana d’Arc tinha rezado.Com a decadência religiosa posterior, que se acentuou nos anos 60 do século XX, a capela voltou a ser pouco freqüentada, motivo pelo qual foi decidido trasladar a imagem das colinas onde estava para a basílica de Domremy (conhecida como basílica de Bois-Chenu), onde se encontra atualmente.Na Igreja há lugar para diversas devoçõesVisitando a basílica, observei de perto a imagem. Realmente não pode ser considerada uma obra de arte, mas é uma imagem autenticamente piedosa, bem feita.Uma imagem que nos leva a outra época histórica, na qual se encontrava em perigo uma nação especialmente querida pela Divina Providência. Se a França desaparecesse como nação, o prejuízo atingiria toda a Civilização Cristã. Deus teve misericórdia dela e outorgou a Joana d’Arc sua bela vocação.Não pude deixar de pensar nas semelhanças com os dias de hoje. Quantas nações queridas por Deus estão em perigo! E que perigos! Devemos rezar especialmente por aqueles que têm a missão de conduzir essas nações rumo à realização da sua vocação histórica, para que sejam fiéis e carreguem com constância e ufania as cruzes inerentes à sua atuação.E também devemos pedir especialmente a Nossa Senhora que, assim como uma vez Ela outorgou tão bela vocação a quem rezava diante de sua imagem, hoje também tenha pena da Civilização Cristã ameaçada e outorgue novas vocações para defender tão preciosa herança.

Nossa Senhora das Ermidas de Einsiedeln


O maior Santuário mariano da Suíça abriga antiga e venerável imagem da Mãe de Deus, cuja invocação é especialmente adequada para socorrer o homem moderno em sua triste solidão, no ambiente neo-pagão da civilização contemporâneaComo explicar que o Santuário Mariano que recebe maior número de peregrinos da Suíça - e um dos mais visitados de todos os países de língua alemã - seja dedicado a Nossa Senhora das Ermidas? Não são os ermitãos pessoas que se retiram do mundo para viver a contemplação de Deus na solidão? E como alguém poderá viver na solidão se se estabeleceu num movimentado Santuário?Entretanto, a invocação de Nossa Senhora das Ermidas, cuja festa celebra-se no primeiro domingo após o dia 16 de julho, entende-se ao percorrermos sua história.O Santuário está situado entre as lindas e imponentes montanhas da Suíça, a 40 quilômetros de Zurich, onde outrora se estendia sombria floresta. No século IX um monge do convento de Reichenau, São Meinrado, depois de ter formado uma escola de monges retirou-se para a floresta, a fim de viver como eremita, numa estrita solidão. Esta foi tragicamente violada no dia 21 de janeiro de 861, quando dois criminosos o assassinaram. Seu corpo foi recolhido com veneração e enterrado no convento de Reichenau.Em 934 São Eberardo decidiu instalar no local daquele crime uma comunidade de monges beneditinos. No dia 14 de setembro de 948 aí foi dedicada a primeira igreja. A tradição registra que ela foi consagrada por Nosso Senhor Jesus Cristo, rodeado de anjos. Por isso, ainda hoje o aniversário dessa dedicação denomina-se a Festa dos anjos.Tendo-se difundido rapidamente a notícia de tal milagre, o mosteiro em pouco tempo alcançou grande fama, crescendo o número de seus monges. As regras dessa casa religiosa foram até adotadas por numerosos mosteiros do mundo alemão.Prova desse florescimento constituiu a partida de São Wolfgang, no final do século X, para um país até então pouco conhecido e habitado por terríveis pagãos: a Hungria. Este heróico monge de Einsiedeln conseguiu aos poucos nele semear a Fé, a tal ponto que permitiu ao Rei Santo Estevão unir seu país às nações católicas nos primórdios do século XI.Nessa época era tal a fama do Mosteiro de Einsiedeln, que seu Abade foi elevado à categoria de Príncipe do Sacro Império Romano Alemão em 1018. E também devido a esse renome, conseguiram os monges da mesma Abadia que as relíquias de São Meinrado fossem trasladadas de Reichenau e colocadas em sua igreja no ano de 1036.Iniciadas as peregrinaçõesApós a conversão dos húngaros e dos normandos, e a expulsão dos sarracenos do sul da França, as estradas da Europa tornaram-se mais seguras, firmando-se o poder dos nobres, os quais se encarregavam de policiar as vias de suas terras.Tal normalização favoreceu o inicio das grandes peregrinações por todo o continente europeu, muito especialmente aquelas que se dirigiam a Roma e a Santiago de Compostela, na Espanha. Peregrinos mais ousados iam até Jerusalém. Em toda Europa surgiram locais de peregrinação, aos quais afluiam pessoas a fim de implorar graças para solucionar suas necessidades.No século XIII as peregrinações a Einsiedeln não eram mais compostas de pequenos grupos, tornando-se muito concorridas. As pessoas eram mais atraídas pela história de São Meinrado e a miraculosa dedicação da Abadia do que propriamente pela imagem de Nossa Senhora.Mas no século XV tais peregrinações já tinham como objetivo principal venerar a imagem de Nossa Senhora, embora permanecessem as devoções anteriores. Assim, em 1466 a Festa dos anjos atraiu cerca de 130.000 peregrinos durante 15 dias. Pode-se imaginar o que isto significava numa época em que não havia meios de transporte coletivos (viajava-se a pé ou a cavalo), nem grandes hotéis, restaurantes, etc.. As peregrinações não consistiam num passeio turístico, mas representavam uma penitência.Santuário verdadeiramente suíçoOs suíços são conhecidos na Europa como um povo de bons soldados. Embora seja uma população que não ataca seus vizinhos, ela não permite que outro povo interfira em seu país. E por serem os suíços bons soldados, vários monarcas europeus os contratavam para formar sua guarda pessoal. É por isso que até hoje o Papa mantém uma guarda suíça encarregada de protegê-lo.No decurso da História os suíços afirmaram sua identidade nacional e repeliram os ataques de diversos agressores. Sempre que obtinham algum triunfo militar não deixavam de dirigir-se em peregrinação ao Santuário de Einsiedeln para agradecer a Nossa Senhora a proteção concedida à sua pátria. Assim ficaram registradas na História várias peregrinações de soldados helvéticos vitoriosos, entre elas a de 1422, composta pelos militares da cidade de Lucerna, vencedores da batalha de Arbedo; e a de 1498, na qual os suíços vitoriosos ofereceram ao Santuário de Nossa Senhora o trono de ouro do Duque da Borgonha, Carlos o Temerário, troféu este capturado na batalha de Grandson.Posteriormente, com o advento da terrível revolução protestante, na qual perderam a verdadeira Fé numerosos suíços pervertidos por Calvino, o Santuário tornou-se um dos centros de resistência da Fé católica, a partir dos quais foi possível a recuperação de parte do país à Igreja Católica.As provações na história do SantuárioMuitos pensam que o melhor da vida é não sofrer provações, e assim passar por ela de forma cômoda e macia. Olvidam-se, porém, de que não é isso o que Deus determinou para os homens, pois os sofrimentos bem suportados constituem meios de adquirir méritos com vistas à vida eterna. As vidas de Nosso Senhor Jesus Cristo e de Nossa Senhora constituem exemplos excelsos de existências repletas de padecimentos e provações. O mesmo sucede com pessoas a quem Deus ama de modo especial; e também com seus Santuários.O Santuário de Einsiedeln teve que passar por numerosas provações.Em primeiro lugar, vários incêndios o arrasaram. Ocorreram eles nos séculos XI e XIII, e também em 1465, 1509 e 1577. Após cada uma dessas catástrofes, os monges reconstruíam o Mosteiro e o Santuário de Nossa Senhora.Durante a Revolução Francesa, as tropas revolucionárias, impulsionadas por seu ódio a todo o sagrado, chegaram até o Mosteiro para devastá-lo e expulsaram todos os monges. Mas não conseguiram destruir a imagem de Nossa Senhora, salva por um camponês que a escondeu em outra província, até o término da tormenta revolucionária. Em 1801 os religiosos puderam finalmente voltar à sua vida de contemplação.Vencida a provação, Deus prendia a perseverança de seus filhos fiéis. Assim, os monges expulsos conseguiram após a tormenta tantas vocações, que fundaram quatro novos mosteiros na América. Atualmente 200 religiosos constituem a comunidade da Abadia de Einsiedeln.Solitários em meio à multidãoAssim como os monges desse Mosteiro continuam a ficar sós com Deus no ambiente de um Santuário tão movimentado, muitas pessoas hoje, nas modernas cidades neo-pagãs, estão solitárias em meio aos milhões de seus habitantes, quase sempre sem o Criador. Não será então a imagem de Nossa Senhora de Einsiedeln um bom amparo para tantos e tantos que estão perdidos nos seus problemas, sem ter como resolvê-los no meio de tanta gente?Invoquemos, pois, com confiança Nossa Senhora sob esta invocação. Ela sabe melhor do que ninguém como nos socorrer. E talvez esteja esperando apenas uma oração de nossa parte para nos ajudar. Julgamos estar sós, mas na realidade estamos junto Àquela que é a Rainha do Céu e da Terra, Onipotência Suplicante e Medianeira de Todas as Graças.

Apresentação de Maria




Os justos Joaquim e Ana, mesmo antes do nascimento de sua filha Maria, tinham prometido dedicar a Deus a criança que Ele lhes havia concedido. Quando a Santíssima Virgem Maria era ainda uma jovem menina, eles levaram-na ao Templo, acompanhada por virgens com lamparinas, e colocaram-na no primeiro degrau da escada. De acordo com a antiga tradição, Maria subiu os quinze degraus do Templo sozinha. No topo da escada o sumo sacerdote encontrou-a e, cheio do Espírito Santo, conduziu-a não só até ao altar, mas mesmo até ao Santo dos Santos onde, de acordo com a Lei, o próprio sumo sacerdote só podia entrar uma vez por ano. O povo ficou assombrado com essa entrada, e os anjos de Deus maravilharam-se também.
Os Cristãos celebram esse evento em 21 de Novembro como um acto de reconciliação do homem com Deus através do poder de Cristo.
Esta festa litúrgica é celebrada nas Igrejas do Oriente desde o século VI, quando foi inaugurada uma igreja na cidade de Jerusalém em 543. Pouco a pouco foi se transformando em comemoração local para, gradativamente, se estender por todo o Oriente e implantar-se em Constantinopla, entre os séculos VII e VIII. Contribuíram para isto alguns Patriarcas como Germano e Tarásios.
Embora não seja testificada pelo Evangelho, mas apenas na Tradição viva da Igreja Primitiva, é celebrada com tanta piedade como as demais festas marianas do calendário litúrgico.
A Igreja, celebrando esta festa, não quer recordar a entrada de Maria no Templo, simplesmente como facto histórico, mas quer enaltecer, mais uma vez, as virtudes de Maria que são modelos a serem seguidos por todos os cristãos.
A Apresentação de Maria no Templo apresenta-nos dois Evangelhos ricos em significados: no Orthros, Maria declama seu "Magnificat" e, na Liturgia, Jesus visita Marta e Maria.
Reza a Tradição que Maria, ao ser apresentada, contava com três anos de idade; e desde então se doou a Deus de maneira plena, tornando-se disponível à sua vontade. Desde o início ela foi a "serva do Senhor" (Lc1,38) a quem amou e serviu com todas as forças.
Maria preparou-se desde pequena para "tornar-se ela própria "templo" do Altíssimo. O anjo Gabriel anunciou tal realidade dizendo: "Não temas Maria, pois encontraste graça aos olhos de Deus". E a sua resposta é um célebre poema que enaltece a humildade e destrona o orgulho.
A humildade, a simplicidade, a singeleza e a sinceridade são características frequentes numa criança. Maria foi apresentada com estes atributos. O crescimento não destituiu esses predicados da Virgem de Nazaré, mas fê-los permanentes.
O silêncio de Maria e suas orações frequentes acolhem a vontade de Deus com amor, pois produziu dedicação. Maria cooperou na obra da Redenção dando o seu "Sim", não de maneira passiva, mas numa operosa actividade. O seu "Sim" foi mantido e acentuado em toda a vida, até mesmo no calvário onde, também ela, ofereceu seu Filho que se oferecia por nossa Salvação.

Escolhida para ser mãe pôs-se ao serviço e declarou-se serva. O mundo está cansado de palavras, de gestos ruidosos. Maria faz. No silêncio, realiza aos poucos a sua parte.
Maria é a nova Eva que gerou pelo seu "Sim" o novo Adão. A primeira Eva foi a mulher do primeiro Adão e a ele prestava os seus serviços como esposa dedicada, mas porque fraca e desobediente, pecou. A Nova Eva é mãe do Novo Adão, que por amor e profundo respeito, doou-se por inteiro; e porque fiel e obediente, trouxe ao mundo o perdão e a redenção. Onde havia abundado o pecado, pelo "Sim" de Maria a Graça superabundou .
Maria é modelo de fé adulta, esclarecida, consciente. Uma fé que enfrenta todas as dificuldades, sem duvidar da presença de Deus na sua vida.
A Festa da Entrada da Virgem Maria no Templo acontece um pouco antes da Natividade do Senhor. É um convite a uma mais profunda e esmerada preparação para que possamos viver este tempo de graça em plenitude

10.10.08


Nossa Senhora da Caridade do Cobre

- Padroeira de Cuba


Regime comunista não consegue esmagar devoção à Padroeira do povo cubanoQue motivo há para Nossa Senhora querer aparecer a certas pessoas? Ou para aparecer em certa data e não em outra? Difícil a resposta, pois, exceto algumas poucas aparições, na imensa maioria delas os motivos para Nossa Senhora ter escolhido tal data ou esse ou aqueles videntes permanecem envoltos em mistério que teremos a alegria de desvendar no Céu.Essa foi a questão que me veio à mente após a leitura da aparição da imagem de Nossa Senhora da Caridade – Padroeira da desditada Cuba, outrora conhecida como Ilha da Ave Maria. Primeiro, pelos felizes protagonistas do milagre: dois irmãos indígenas, João e Rodrigo de Hoyos, e um crioulo, João Moreno, todos eles adolescentes e trabalhadores numa fazenda. Portanto nada revelavam de especial. Por que motivo foram escolhidos? Mistério…Em segundo lugar, pela forma mediante a qual foi encontrada a imagem: boiando no mar sobre uma tábua, na qual estava escrita: “Eu sou a Virgem da Caridade”. E o mais impressionante é que nem sequer a orla de seu vestido estava molhada! Fato este tanto mais digno de atenção quando se considera que os três rapazes tinham ido buscar sal na costa e viram-se obrigados a permanecer três dias numa cabana, devido à turbulência do mar. Se uma canoa não podia navegar sem afundar, como explicar que uma imagem de 30 cm ficasse boiando em águas bravias sem se molhar? Um mistério a mais…Elucidação de alguns fatos não esclarece mistérios…Na feliz época em que a imagem apareceu, no início do século XVII, a situação era muito diferente da nossa, encharcada de ateísmo. O sobrenatural era levado muito a sério. Assim, por exemplo, não se pense que os três rapazes narraram o episódio da aparição e tudo ficou nisso – acreditasse quem quisesse. Nem falar! Nesse tempo ninguém iria tolerar falsas “aparições”, feitas sob encomenda para chamar a atenção sobre os “videntes” e suas “mensagens” intermináveis.Foi por isso que, apenas conhecida a notícia da aparição na fazenda onde trabalhavam os três jovens, o superior da propriedade rural enviou um mensageiro para avisar a autoridade imediata, à qual devia obediência. Tratava-se do Administrador Real das minas da vila de Cobre – assim chamada devido à abundância desse metal –, Dom Francisco Sánchez de Moya, o qual indicou as primeiras normas a serem seguidas no trato com a imagem.Devia ser construída, logo de início, uma pequena ermida para abrigá-la, tendo ele enviado uma lâmpada de cobre para iluminar a pequenina imagem. A seguir, foi nomeada uma comissão formada por pessoas competentes e presidida pelo sacerdote da Vila do Cobre, que deveria elucidar tudo e elaborar um relato sobre tão extraordinário fato.Para tristeza dos ateus e incrédulos do século passado e do atual, que sempre negaram qualquer seriedade à aparição da imagem, há algum tempo foram encontrados em Sevilha (Espanha), pelo historiador cubano Dr. Levi Marrero, os relatórios originais da aparição…Após interrogar os três rapazes, para ver se caíam em contradição ou se declaravam algo contrário à doutrina católica, a comissão nada encontrou que desmentisse o relato da aparição. Contudo, ninguém conseguia explicar como a imagem da Virgem aparecera no mar.Milagre indica local escolhido pela VirgemApós os interrogatórios, cabia decidir onde deveria ficar a imagem. “Na fazenda”, diziam alguns; “Na vila do Cobre”, afirmavam outros. A rigor, ela tinha aparecido no mar, perto da fazenda; mas era inegável que seu culto seria maior na vila, onde era maior o número de habitantes. Entretanto a imagem ficara na pequena ermida.Certa noite Diego de Hoyos, irmão dos descobridores da imagem, foi acender a lâmpada da ermida quando notou que a virgem não estava mais lá… Incontinenti, correu para avisar os moradores da fazenda. Após uma intensa busca, nada encontraram. Na manhã seguinte a imagem encontrava-se no seu local, na ermida…Esse prodígio repetiu-se por três vezes. O que significava? Mais provavelmente que a imagem queria estar noutro lugar. Por isso foi trasladada à Vila de Cobre. Entretanto Nossa Senhora havia escolhido outro local, perto da cidade.Uma menina da região, de nome Apolônia, comunicou ter visto a efígie da Virgem nas colinas atrás da Vila. Para assegurar-se de que era esse o local onde ela desejava ser venerada, foi realizada uma Missa. À noite, foram vistas três colunas de fogo no mesmo local onde a criança dizia ter visto a imagem.Como o fenômeno repetiu-se nas duas noites seguintes, não restou a menor dúvida. E até hoje lá se encontra a veneranda imagem.Como surgiu a Imagem?Persiste até nossos dias um debate sobre a origem da imagem, pois numa época em que ninguém no Caribe teria capacidade de realizar uma escultura daquela categoria, necessariamente teria ela sido trazida de algum outro local. A opinião mais aceita era que o conquistador Alonso de Ojeda a tivesse deixado em poder dos índios, quando esteve nas costas de Cuba ao início do século XVI.Com efeito, esse audaz navegador, após sobreviver a um naufrágio em região de pântanos e ver morrerem de fome e cansaço vários de seus homens, foi encontrado pelos índios Cueiba, com os quais estabeleceu boas relações. Para agradecer o auxílio concedido, presenteou-lhes uma imagenzinha que tinha trazido da Espanha, ao mesmo tempo em que procurou ensinar-lhes as verdades elementares de nossa Religião. Infelizmente a barreira da língua dificultou muito esse trabalho. Mas Ojeda conseguiu que os nativos, sempre que lhes indicava a imagem, repetissem Ave Maria. Por isso, durante certo tempo a ilha de Cuba foi conhecida como Ilha da Ave Maria.Nem a perseguição comunista conseguiu apagar a veneração à imagemA imagem de Nossa Senhora da Caridade do Cobre sempre ocupou destaque especial na devoção dos católicos cubanos, a ponto de ser proclamada, em 1916, Padroeira da Ilha. Se de um lado os milagres operados por ela foram numerosos, infelizmente também contra ela se manifestaram o ódio e o desprezo. Em 1899, seu Santuário foi profanado por bandidos, que roubaram as jóias mais valiosas e cortaram a cabeça da sagrada imagem para retirar um diamante.Muito pior entretanto é a política satânica do regime de Fidel Castro contra a imagem, o que tem despertado reação e atos de desagravo. Não se trata agora de retirar suas jóias, mas pior: impedir a aproximação de almas que lhe são devotas – verdadeiras jóias espirituais. O governo cubano não autoriza muitas peregrinações ao local, vigiando de perto os visitantes. Estes podem ser privados da educação universitária, ou ver-se privados de seu trabalho, o que – num país onde o único patrão é o Estado – representa uma tragédia. Além disso, o regime castrista promove todo tipo de imoralidades entre os jovens para afastá-los das práticas religiosas. Mas mesmo assim não conseguiu extinguir a devoção à Padroeira de Cuba.Peçamos a Nossa Senhora que proteja seus filhos fiéis na ilha-prisão, não permitindo que essa bela devoção caia no olvido. Pois um país que perde a devoção à sua Padroeira entra em agonia. E nosso anelo é que Nossa Senhora da Caridade do Cobre volte a reinar na antiga Ilha da Ave Maria!









Uma pequena cela de um monge, transformada em monumental basílica, é hoje o santuário mais visitado da Europa Central. Peregrinos recorrem à milagrosa imagem de Nossa Senhora desse santuário da Áustria.Foi no ano de 1157 que o abade Otker, do mosteiro beneditino de São Lamberto, enviou Magno, um de seus monges, para pregar num dos rincões de sua vasta jurisdição. Magno preparou-se para a missão. Havia ainda naquelas longínquas plagas muitos pagãos, ao longo dos sombrios vales entre altas montanhas. Magno temia o desamparo, uma vez em missão.Surgindo dificuldades, com quem se aconselharia? A quem pediria socorro? Por isso levou, com licença superior, uma pequena imagem de Nossa Senhora, talhada em madeira de tília.O milagre de MariazellAproximando-se o Natal, dirigiu-se Magno a um povoado, onde desejava pregar "aos que viviam em cego paganismo" e dar também assistência espiritual aos cristãos. A aldeia ficava mais longe do que ele pensava. Viajava o santo religioso vários dias, sem viva alma encontrar.Estaria perdido? O rumo que havia tomado era correto? Seus mantimentos chegavam ao fim. Impossível retornar ao ponto de partida, onde deixara conhecidos. Não havia estradas nem caminhos batidos, naquele tempo. Numa senda pedregosa escurecida pela floresta, íngreme subida estreita e perigosa.Uma grande pedra, desprendida do alto, barrava-lhe o caminho. Impossível movê-la. Magno não tinha a quem pedir ajuda. Voltou-se então fervorosamente a Nossa Senhora, através da pequena imagem que levava. Em oração, viu de repente o grande bloco fender-se, deixando-lhe livre a passagem. Nesse lugar, no penhasco de Sigismundberg, não muito longe de Mariazell, se encontra hoje uma capela, chamada "Origem de Mariazell"."Cella Mariae" local aonde foi erguida uma basilcica em honra a Nossa SenhoraUma vez em seu destino, Magno narrou a todos o acontecido. Curiosos, uns e outros começam a se aproximar da imagem, que convidava à confiança. Aos poucos pedem graças, e são concedidos em abundância. Multiplicam-se os fiéis. Magno coloca respeitosamente a imagem sobre um tronco de árvore e começa a construir uma cela (termo que designa, nos mosteiros e conventos, o pequeno quarto dos religiosos), que serviria ao mesmo tempo de capela para sua Protetora e de abrigo para ele.Nessa cela, ambos começam a prodigalizar benefícios a quem pedia: ele dá assistência espiritual, conforme a ordem recebida de seu superior; Ela faz milagres. Assim, a cela do monge, onde estava a pequena imagem, tornou-se procurada por crescente número de fiéis. A "Cella Mariae", Mariazell (Cela de Maria, em português), deu nome ao lugar.Multidões passaram a visitá-lo. Uma igreja foi construída por volta de 1200, oferecida pelo conde Henrique de Mähren e sua esposa, assim honrando a milagrosa estátua após cura de grave doença.Essa igreja transformou-se em basílica, que é o santuário mais visitado da Europa Central. Nela se encontra, sob o altar principal, aquele tronco cortado por Magno, primeiro altar da imagem.. E a pequena Maria, atraindo ainda hoje peregrinos de todas as nações que outrora pertenceram ao Império Austro-húngaro, tem hoje o título de Magna Mater Austriae, Magna Domina Hungarorum, Alma Mater Gentium Slavorum (Grande Mãe da Áustria, Rainha dos Húngaros e Senhora dos Povos Eslavos).A nobrezaOutros nobres lá foram, como peregrinos, ao longo dos 850 anos de sua história. Imperadores e reis, generais e homens de Estado lá pediram por suas necessidades pessoais e pelo destino de seus povos. Esta atitude contribuiu para o aumento dessa devoção, pois a nobreza, com sua missão exemplar, arrasta os povos.O rei Luís da Hungria, em agradecimento pela magnífica vitória sobre os turcos em 1370, embelezou a capela original. Os Habsburgos sempre honraram sua Patrona.Em 1756, como parte das comemorações dos 600 anos de peregrinações, a Imperatriz Maria Teresa doou a magnífica grade de prata, vista ainda hoje como um dos esplendores da basílica, em torno da capela.Nela estão as armas e a coroa imperiais, bem como o emblema da Hungria. São Bento e São Lamberto são representados em grandes imagens postas sobre colunas, na parte externa, junto às imagens de São José e dos pais de Maria Santíssima, São Joaquim e Santa Ana. Da nobreza da Boêmia e Hungria, seus membros tomaram o bordão do romeiro e para lá partiram, acompanhadas de grande séqüito.Ainda milagres Não só orações foram ali atendidas, mas também inúmeras curas de doenças do corpo e da alma. Não faltaram conversões. Na basílica se vêem incontáveis ex-votos, quadros retratando milagres, presentes feitos ao santuário em agradecimento de favores extraordinários e de curas obtidas pela intercessão da Mãe de Deus. O livro "Mariazell", de Iolanthe Habwander, narra alguns fatos impressionantes ali acontecidos.O Padre Anton Maria Schwartz, fundador da ordem dos Calasantinos, recebeu ali uma graça notável. Corria o ano de 1907 quando ele foi rezar junto à imagem milagrosa, suplicando-lhe o atendimento de um grande anseio. Desejava comprar, em Viena, uma casa apropriada à sua comunidade nascente, mas faltavam-lhe recursos.Terminando a celebração de uma Missa solene na histórica capela, foi para a sacristia. Uma senhora de grande distinção veio até ele, e disse ter recebido, em oração junto à imagem, a inspiração de auxiliar os Calasantinos. "Como posso ajudá-lo?", perguntou ao Pe. Schwartz. Ao que ele respondeu: "A senhora certamente não me pode ajudar, pois necessito nada menos que 150.000 Coroas". Ao que ela respondeu: "Está bem. O senhor terá a quantia desejada!". Ela manteve a promessa. Em agradecimento pelo atendimento extraordinário do pedido, a casa comprada recebeu o nome de "Casa da Imaculada".Um ruidoso exorcismo, feito em 1370, é lembrado por um quadro posto na basílica e por figuras sobre o portal principal. Ele consta como sendo o primeiro grande milagre. Tratava-se de uma mãe que, tendo matado seu filho, tornara-se possessa.Luta contra o comunismoQuando o Padre Petrus Pavlicek fundou a Cruzada do Rosário e da Reparação, pedindo a libertação da Áustria do jugo comunista, foi em torno de Mariazell que ele reagrupou seus fiéis. Sua Cruzada teve um resultado inteiramente milagroso. Os russos deixaram o país pouco depois, em 1954 (vide artigo em Catolicismo de maio/1998).O grande Cardeal Mindszenty, arcebispo príncipe e primaz da Hungria, perseguido pelo regime comunista e verdadeiro mártir de nosso tempo, desejou ser enterrado em Mariazell, e de fato teve lá sua primeira sepultura, em 1975, atualmente muito visitada.Nestes tempos de impiedade, o fluxo dos peregrinos não é mais como nos tempos da monarquia austro-húngara. Mas incontáveis são os que ainda para lá se dirigem a pé, solitários ou em família. Há peregrinações femininas, estudantis, de motociclistas, de diferentes paróquias, e muitas outras.Até mesmo — o que faz parte da confusão de nossos dias — uma ministra socialista foi a pé, pagando promessa. Principal santuário da Europa Central, Mariazell recebe anualmente um milhão de visitantes, peregrinos em sua maioria.A atmosfera desse lugar santo, propícia ao contato com Nossa Senhora, é certamente devida à influência dos beneditinos, constante através dos séculos, desde os dias de sua fundação. No recolhido silêncio, sente-se que a Senhora dos Corações tem muito a dizer às almas. Cada um sente-se olhado por Ela. Ela nos vê, ouve, socorre.A Festa de Nossa Senhora de Mariazell é celebrada no dia 13 de setembro de cada ano. Celebrações especiais também ocorrem em Mariazell no dia 15 de agosto (Festa da Assunção de Nossa Senhora) e no dia 8 de setembro (Natividade de Nossa Senhora).

Oração a Nossa Senhora das Graças


Ó imaculada VirgemMãe de Deus e nossa Mãe:ao contemplar-vos de braços abertos derramando graçassobre os que vos pedem cheios de confiançana Vossa poderosa intercessãoinúmeras vezes manifestadapela Medalha Milagrosa,embora reconhecendo a nossa indignidadepor causa de nossas numerosas culpas,acercarmo-nos de vossos péspara vos expor durante esta Novenaas nossas mais prementes necessidades...
(um instante de silêncio)
Concedei-nos, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa,este favor que, confiantes,vos solicitamos para major glória de Deus,engrandecimento do Vosso Nome,e bem de nossas almas,e para melhor servirmos ao Vosso divino Filho,inspirai-nos um profundo ódio ao pecadoe dai-nos a coragemde nos afirmar sempre verdadeiros cristãos. Amém.
Ave Maria, cheia de graça ...Ave Maria, cheia de graça ...Ave Maria, cheia de graça ...




Modelo para todas as nossas atividades, a Santíssima Virgem nos ensina o modo de proceder nas encruzilhadas espirituais de nossa existência, como no momento de decidir pela vocação a seguir na vida
Certas perguntas são interessantes, exatamente pelo grau de desconhecimento teológico que revelam. Assim, certa pessoa me inquiria: “Nossa Senhora sempre sabia que ia ser mãe de Deus, não é?”.
Respondi que, se assim fosse, as palavras do anjo São Gabriel teriam sido diferentes. O anjo não teria explicado a Ela que conceberia o filho do Altíssimo, mas diria tão só que chegara a hora de concebê-Lo. Se Ela já sabia, por que explicar de novo que seria a Mãe do Filho de Deus?
Ante essa resposta, o interrogante formulou nova pergunta: então, o que Ela pensava que ia ser? Para responder tal questão, é necessário considerar certos pressupostos.
O problema da vocaçãoQuando Deus cria uma alma, Ele tem um plano pessoal para ela. Por isso mesmo, dota-a das qualidades de que necessitará para a realização desse plano. Por exemplo, uma pessoa chamada a ser médico, normalmente terá interesse pelas matérias relacionadas com o tema, terá boa memória para os assuntos que deve estudar etc. Mas não necessariamente terá voz de cantor de ópera nem dominará a arte da caligrafia.
Em geral, Deus chama as pessoas para o estado matrimonial. Mas, para certas almas privilegiadas, Ele tem um outro plano. É o que comumente se denomina “vocação”, que em latim quer dizer “chamado”. O exemplo mais comum é a vocação religiosa.
Por exemplo, pode ser que uma pessoa chamada para servir a Deus mais profundamente no estado religioso sinta uma atração especialíssima por todos os temas teológicos, doutrinários, pastorais, etc. As cerimônias litúrgicas a atraem, os mistérios teológicos a fascinam, a prática da caridade a encanta. E isto desde criança.
Discernir o chamado pode ser uma das maiores provações da vida espiritualMuitas vezes lemos nas vidas de santos exemplos disso. Esse chamado é muito forte, e faz com que todos os outros interesses da vida sejam postos de lado. Outras vezes, os sinais da vocação se mostram por outros meios.
Lemos igualmente nas vidas de santos que muitos deles sabiam ou pressupunham ter uma alta vocação. Mas nem sempre Deus mostra exatamente no que ela consiste.
Pode ser esta uma das maiores provações da vida espiritual, pois a alma sente a atração por algo muito grande… que não sabe exatamente o que é! E esta situação, em alguns casos, pode prolongar-se por anos e anos. Lembro-me de um livro que continha estatísticas sobre o santos; um terço deles trocou de ordem religiosa ou mudou de situação canônica.
Sendo santos, isto não implica em preguiça de seguir o chamado de Deus ou em falta de desejo de encontrar seu caminho espiritual. Pelo contrário, Deus se faz buscar, e o faz para nos dar a oportunidade de ganhar méritos para a vida eterna.
Outros já encontram naturalmente sua vocação desde a mais tenra infância e a seguem até o fim da vida.
A vocação de Nossa Senhora
Sendo isenta do pecado original, a inteligência de Nossa Senhora não sofria as debilidades e confusões a que nós estamos sujeitos. Com lógica impecável, ela relacionava imediatamente os fatos, tirava as conclusões acertadas, previa as possibilidades.
É óbvio que Ela mesma notaria a abundância de qualidades com que Deus a tinha dotado, e que tais qualidades pressupunham uma vocação especialíssima. Mas qual era essa vocação?
Hoje, todos nós católicos sabemos pela Fé que a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se encarnou, pertenceu à Sagrada Família e trabalhou, pois quis nos servir de exemplo como Homem-Deus.
Naquela época, porém, as pessoas tinham conhecimento apenas de que surgiria um Redentor da humanidade, mas não conheciam os detalhes. Eram questões que os doutores debatiam. Nossa Senhora formularia para si também essas perguntas, mas devido à sua humildade, evitava sonhos de grandeza.
Todas as mulheres de Israel desejavam ter como filho ou descendente o Salvador que viria. Nada mais natural. E por isso a instituição do matrimônio era apreciada num grau muito elevado. Não obstante, mesmo no mundo antigo a idéia de dedicar a virgindade ao serviço de Deus tinha seu papel.
Segundo uma bela tradição, Nossa Senhora teria feito voto de virgindade desde a mais tenra idade. Sua inteligência, em nada debilitada, pois não fora atingida pelo pecado original, mostrar-lhe-ia que a virgindade era sumamente agradável a Deus, e graças especiais a levaram a dar tal passo.
A Tradição católica nos mostra Nossa Senhora, desde menina, servindo a Deus no Templo de Jerusalém. Mas tendo morrido seus santos pais, São Joaquim e Sant´Ana, Ela ficou sob a proteção do Sumo Sacerdote do Templo, como ocorria com as órfãs que ali serviam. Em determinado momento esse sacerdote decidiu que, tendo chegado a idade requerida, Nossa Senhora deveria casar-se.
Perplexidade da Virgem SantíssimaE aqui temos um exemplo típico de perplexidade na vida espiritual. Por um lado Nossa Senhora havia feito voto de virgindade a Deus, para agradar o Altíssimo.
Contudo, o Sacerdote que tinha sobre Ela a legítima autoridade, e que representava nesta Terra a voz de Deus, por meio da obediência ordenava-lhe algo contrário à virgindade, pois justamente o fim primordial do matrimônio é ter filhos e educá-los.
De um lado, uma certeza moral firmíssima: a virgindade; de outro, um fato concreto evidente: a obediência. Aparentemente eles se contrapunham.
E sabemos que Nossa Senhora aceitou o fato concreto, na certeza de que Deus, na sua infinita sabedoria, proveria. Era um fato claro e concreto: a voz da autoridade mandava que ela se casasse. Diante disso Ela se submeteu, confiando que Deus a preservaria.
A História revelou a sapiencialidade dessa decisão. Constatamos hoje que, para o Menino-Deus, embora nascendo de uma Virgem, era altamente conveniente que tivesse a ampará-lo uma família normal, cujos pais eram ligados pelo vínculo matrimonial. E para a própria reputação da Virgem Maria, naquele tempo isto era necessário, até que se revelasse ao mundo todo a maravilha de uma Virgem-Mãe.
Certamente houve na vida da Santíssima Virgem outros momentos em que ela não compreendeu as ordens de Deus, que pareceriam ter um sentido contrário àquilo que a graça colocava em sua alma. Como no episódio da perda do Menino Jesus no Templo. São os misteriosos caminhos da cruz, pelos quais passam pessoas dotadas de vocações especiais.
Pedir a Nossa Senhora ajuda nas perplexidadesEsta é, pois, uma oportunidade muito adequada para pedir a proteção da Santíssima Virgem para aqueles que, nestes momentos, passam por perplexidades análogas às d’Ela. Pois Nossa Senhora saberá justamente apreciar quanto apoio espiritual necessitam os que transitam por tais caminhos da graça.

Novena a Nossa Senhora do Bom Remédio


Rainha do céu e da terra, mais Sagrada Virgem nós a veneramos, Vós sois a amada Filha do Mais Alto Deus que escolheu Maria para encarnar Seu Filho, a imaculada esposa do Espirito Santo e o Sagrado Barco da Santa Trindade.
Ó Mãe do Divino Redentor , que sob o titulo de Nossa Senhora do Bom Remédio veio em ajuda daqueles que a invocaram e estendeu Vossa maternal proteção sobre nós. Nós dependemos de Vós, Carrísima Mãe e como filhos desprotegidos, necessitados e dependemos de uma carinhosa e amorosa Mãe.
Salve Rainha.......
Ó Senhora do Bom Remédio, fonte de ajuda infalivel, concedei-nos Vossos tesouros de graças nos nossos tempos de necessidades. Toque nossos coraçoes de pecadores e faça que procuremos a reconciliação e o perdão. traga conforto para os aflitos e para os solitários, ajude os pobres e os desesperançados , ajude os doentes e os que sofrem. Possa eles serem curados no corpo e fortificados no espirito para aguentar o sofrimento com a paciencia, resignação e fortaleza cristã.
Salve Rainha , .....
Querida Senhora do Bom Remédio, fonte de infalivel ajuda , seu coração compassivo conhece o remédio para todas as aflições e misérias que encontramos nessa vida. Ajudai-nos com suas preces e intercessões para que encontremos um remédio para os nossos problemas e necessidades especialmente (.....diga aqui o que deseja.).Oh minha amada Mãe eu imploro e desejo ser um melhor cristão, observar melhor as leis de Deus, ser mais consciente das minha obrigações de meu estado, e lutar para ser uma fonte de coragem nesse nosso mundo de hoje. Nossa Senhora do Bom Remédio esteja sempre presente para mim e que através de vossa intercessão possa eu me alegrar com a saúde do corpo e a paz da mente e crescer em fé e no amor de Vosso Filho Jesus.
Salve Rainha

9.10.08


Nossa Senhora da Cabeça

Esta devoção mariana, de origem espanhola, teve início na Andaluzia, mais precisamente na Serra Morena, onde se encontra o Pico da Cabeça.
O pastor Juan de Rivas, depois de participar das guerras entre os mouros e os reis de Castela, mutilado e sem poder carregar armas, retirou-se à Serra Morena para apascentar um pequeno rebanho de sua propriedade. No dia doze de agosto de 1227, por volta da meia-noite, ouviu, em meio a fortes luzes que iluminavam o monte da Cabeça, o som aprazível de uma campainha.
Vencido o temor, aproximou-se do monte e viu, no meio de uma fogueira, a Virgem Maria. A esplendorosa Senhora lhe pediu para ir à cidade de Andújar dizer a todos que era vontade de Deus que ali se construísse um templo. Juan prometeu cumprir o que era pedido, mas manifestou sua insegurança: não acreditariam nele. Adivinhando seus pensamentos, a Virgem restituiu-lhe o braço perdido. Tal prodígio serviria de prova contra aqueles que duvidassem da veracidade de suas palavras.
Sem conter sua alegria, Juan dirigiu-se ao povoado para contar o prodígio. A população delirante foi ao monte para ver a imagem. Nossa Senhora da Cabeça foi proclamada padroeira da vila. Com a ajuda de cidades vizinhas construíram um belo santuário no lugar da aparição.
Maria Santíssima será invocada sob este título em outros locais da Espanha. Conta a tradição que alguns soldados procedentes de Andújar levavam sob sua proteção uma imagem da Virgem da Cabeça. Quando passaram na vila de Casas Ibáñez, os soldados pediram abrigo para si e para a imagem. A população os acolheu. Uma vez restabelecidos prosseguiram viagem. Com o objetivo de agradecer a hospitalidade, deixaram a imagem na casa de alguma daquelas famílias que foram tão receptivas. Os ibañeses, sensibilizados com o presente e agradecidos pelos favores que começaram a ser concedidos pela Virgem, resolveram construir-lhe uma ermida. A imagem passou a ser propriedade de todos e seu culto se espalhou pelas redondezas.
No Rio de Janeiro, em sua ex-catedral, ainda hoje se venera uma imagem de Nossa Senhora da Cabeça, à qual os devotos oferecem ex-votos em forma de cabeças de cera de todos os tamanhos. Tal devoção data dos tempos da fundação da cidade.
Quando de seu surgimento na Espanha, a devoção a Nossa Senhora da Cabeça não era associada à parte do corpo humano a qual este título mariano nos remete. "Cabeça" era apenas o nome do monte onde Maria Santíssima foi vista. Aqui no Brasil, ela costuma ser invocada para males que atacam o cérebro.
Os fiéis que padecem de cefaléia e as mães de filhos com problemas escolares a ela recorrem para a solução de seus males.
As imagens espanholas de Nossa Senhora da Cabeça não trazem a cabeça de cera masculina que encontramos na imagem que se encontra na ex-catedral do Rio de Janeiro.



Eis um fato ocorrido em 1894, narrado por Mons. Bruguière, vigário apostólico de Tchen-Ting-Fu. Na sua simplicidade, o fato aterrador é prova da bondade de Maria.Ia eu crismar numa aldeia do meu vicariato. À minha chegada, os poucos cristãos prestavam-me todas as honras possíveis: "É o grande chefe dos cristãos, é o excelso mandarim que passa" ─ murmuravam os habitantes. Ao meio dia, no momento de tomar uma parca refeição, chegou correndo uma mulher pagã. Apresentou-se de repente, inclinando-se até o chão e cumprimentando-me com os títulos pomposos de grande homem, grande mandarim.Conhecendo perfeitamente o pouco valor dessas demonstrações exageradas da civilidade chinesa, fiquei desconfiado:─ Que queres? ─ perguntei-lhe, com semblante severo.─ Grande chefe, peço-vos o favor de ser admitida na catequese dos cristãos.─ O que te levou a tomar esta decisão?─ Gastaria muito tempo para contar-vos ─ Respondi.─ Não faz mal. Tenho muito tempo para escutar-te.A mulher, de compleição doentia, tinha por marido um sujeito brutal, que estava resolvido a deixá-la morrer, apesar de tudo quanto pudesse acontecer. Abandonou-a, vindo apenas de longe em longe para ver os progressos da doença. A mulher ficou na cama, e acabados os mantimentos e remédios, à sua fraqueza juntou-se o tormento da fome, e aos sofrimentos um isolamento duro e cruel.Descorçoada e nas portas da morte, amaldiçoou a sua sorte, seu marido e até seus próprios pais. Uma cristã da aldeia levou-lhe um dia uns docinhos e algumas palavras de consolo:─ Amiga, se ao menos você fosse cristã. Veja, a dor não pode desanimar-nos, pois sabemos que Deus vê nossos padecimentos e nos recompensará. Também podemos recorrer à Santíssima Virgem, dizendo-lhe: Santíssima Virgem, socorrei-me; Vós, que tanto padecestes, tende dó de mim.A doente repetiu essas palavras. A caridosa vizinha, antes de voltar para casa, como penhor de amizade, dependurou-lhe ao pescoço o bentinho que trazia:─ Olhe, guarde isto. É o vestido de Nossa Senhora, e há de atrair sobre você graças e proteção.Ficando sozinha, a doente repetia com freqüência: "Santíssima Virgem, socorrei-me". De repente, uma Senhora vestida de branco apareceu-lhe na pobre choupana, servindo-lhe de enfermeira. Voltou seguidamente vários dias, para prestar-lhe serviços e sem dar-se a conhecer. Seus cuidados, sua bondade, seu brando sorriso reanimaram pouco a pouco a alma e o corpo da infeliz mulher. Restabelecida a doente, a Senhora despediu-se, dizendo:─ Vou deixar-te, porque um negócio urgentíssimo me chama à cidade. Toma este remédio, e quando sarares de todo, vem ter comigo. Encontrar-me-ás na igreja da matriz.A doente tomou o remédio e sarou logo. Era o dia 5 de janeiro, dia da minha chegada à aldeia. Esta mulher pagã falava-me de um modo tão sincero, que não duvidei de suas palavras e aceitei-a na catequese da cidade. Não tinha sossego, tão aflita estava por tornar a ver a sua bela benfeitora. No Sábado de Aleluia, os catecúmenos foram introduzidos na Igreja. Acabava eu de rezar o Gloria in excelsis Deo, os sinos repicavam com alegria, e as imagens já estavam descobertas.─ Ei-la! Ei-la! ─ gritou uma mulher, adiantando-se de braços erguidos. ─ Eis a Senhora que me curou.Os vizinhos lhe disseram:─ Você não pode entrar no santuário. Pare aí.De mãos postas e olhos fitos na imagem, ela ajoelhou-se, soluçando de alegria. Hoje é uma das mais fervorosas devotas de Nossa Senhora.

8.10.08



Oração de S. Afonso de Liguori a Nossa Senhora dos Passos
Para nos livrar das penas eternas do inferno


Ó Jesus, Filho Unigénito de Deus e da Virgem Imaculada, que pela salvação do mundo quisestes ser reprovado pelos Judeus, traído por Judas, atado por cordas, conduzido ao matadouro como um cordeiro, apresentado injustamente aos juízes Anas, Caifás Pilatos e Heródes barbaramente, coroado de espinhos, condenado à morte, acusado por falsas testemunhas, ferido com pancadas, saciado de opróbrios e injúrias, cuspido no rosto, açoitado, despojado dos vestidos pregado com toda a crueldade na cruz, suspenso entre dois ladrões, vexado com fel e vinagre, abandonado em tormentosa agonia e finalmente trespassado por uma lança: por estes tormentos, Senhor, dos quais nós, indignos filhos vossos, agora com devoção, gratidão e amor nos lembramos, e pela Vossa santíssima morte na cruz, livrai-nos das penas eternas do inferno, e dignai-Vos conduzir-nos ao paraíso, aonde levastes convosco o bom ladrão.
Tende piedade de nós, ó Jesus, que com o Pai e Espírito Santo, viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.
Amem.
Nota:
Convém rezar esta piedosa oração na tarde das quintas-feiras, ou nas sextas-feiras, principalmente no tempo da Quaresma, em união com outras pessoas e com toda a família



Nossa Senhora do Patrocinio

O Papa Alexandre VII concedeu ao Rei Felipe II a celebração da Festa a N. Sra. do Patrocínio aos 28 de julho de 1656. A finalidade era dar graças a Deus pelos inúmeros benefícios. A festa era celebrada inicialmente no 3º domingo de novembro em todo o extenso domínio da Espanha e, posteriormente também no 4º domingo de outubro. O Papa concedia àqueles, que participando da missa solene, após confessar, comungar e rezar nas intenções de costume, uma indulgência plenária. Esta devoção chegou ao Brasil através dos colonizadores portugueses. Várias igrejas no Brasil são erguidas a Deus em honra de N. Sra. do Patrocínio, sendo uma das mais famosas e históricas a de Itu, São Paulo.Em Patrocínio MG, a construção da nova Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio teve início em 1º de novembro de 1933 e o término em 08 de setembro de 1935.
A chegada da imagem de Nossa Senhora do Patrocínio foi no dia 30 de agosto de 1935. Vinda do Rio de Janeiro, foi trazida pelo Monsenhor Joaquim Thiago dos Santos e Sr. José Elói dos Santos.
Era vigário, naquela época Padre Philiberto Braum, da Congregação dos Padres dos Sagrados Corações.
Os paroquianos acolheram a imagem de N. Sra. do Patrocínio com uma procissão, pela cidade, sendo carregada por quatro homens fortes, pois é muito pesada. Dentre os quatro homens encontrava-se o Sr. Gervásio Amaral.
Juntamente com esta imagem vieram também uma imagem de pequeno porte e uma estampa no quadro. Dr. Cândido, Juiz de Direito daquela época, encantado com a beleza da figura de Maria, ficou com o quadro dizendo: “Por onde eu for a levarei comigo”.
A consagração da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio aconteceu em 1º de novembro de 1936
A festa é celebrada em alguns locais no segundo Domingo de Novembro.Por exemplo em Igaratá, SP.

Origem da devoção

A devoção à Virgem Maria sob a invocação Nossa Senhora do Patrocínio tem sua origem na festa do “Patrocínio de Nossa Senhora”. Chama-se “Patrocínio”, em liturgia, a festa em honra de algum santo para venerá-lo e venerando-o agradecer-lhe sua proteção, intercessão, patrocínio; não se confunde com a festa principal daquele santo, por isso mesmo é celebrada em dia diferente. Duas foram as principais festas de “patrocínio”. O patrocínio de Nossa Senhora e o patrocínio de São José. Digo foram, pois, como veremos, no calendário litúrgico atual não se celebram mais festas da referida classe.
Foi na Espanha e em seus extensos domínios onde se começou a celebrar esta festa concedida a pedido do rei Felipe IV, pelo Papa Alexandre VII na bula Praeclara Christianissimi, de 28 de julho de 1656. Liturgistas mui dignos de créditos afirmam que se concedeu a festa em ação de graças pelas vitórias obtidas pela Espanha contra os sarracenos e contra os hereges; porém no texto da citada Bula se expressa claramente o motivo da petição que é simplesmente dar graças a Santíssima Virgem pelos múltiplos benefícios, quae ab illa accepisse pro affectu profitetur (o Rei). No princípio celebrava-se a festa, em geral, no terceiro domingo de novembro.
A devoção a esta festa foi-se propagando, a exemplo da Espanha. Bento XIII, em 03 de agosto de 1725, mandou celebrá-la em todo o Estado Pontifício, no segundo Domingo de novembro; logo se foi concedendo a muitas regiões e Dioceses para um Domingo de novembro que assinalasse o Ordinário do lugar; também as muitas ordens religiosas como as três ordens franciscanas, a Companhia de Jesus etc.
Os fundamentos teológicos da festa do patrocínio expõe-nos Bento XIV em sua clássica obra De Festis, livro II, cap.13.
No tempo de Bento XIV planejou-se uma tentativa de reforma do Breviário e do Calendário litúrgico, e no plano já completamente redigido suprimia-se a festa do patrocínio além de muitas outras; mas não foi do agrado do Pontífice e a reforma não foi aprovada. Foi Pio X quem levou a cabo uma grande reforma litúrgica forçando as Dioceses a abandonarem seus calendários particulares para usarem o da Igreja universal, com acréscimo somente das festas estritamente próprias de cada Igreja particular. Assim, a partir de 1915, desapareceu de todos os calendários litúrgicos dentre muitas outras, a festa do patrocínio de Nossa Senhora, sendo celebrada, desde então, somente no lugar e onde é titular de alguma igreja consagrada, como é o caso da nossa querida cidade de Patrocínio, MG que celebra a festa no dia 08 de setembro.

Consagração de uma mãe a Nossa Senhora


Ó Maria , Mãe de Jesus, Nossa Senhora do ( diga aqui a invocação de sua devoção)...., augusta Protetora das mães venho confiar ao vosso Coração materno.
Um depósito sagrado que recebi do Senhor . Já me consagrei toda a Vós ,hoje quero oferecer –vos o que tenho de mais caro no mundo.
Ó Mãe de Jesus , são os meus filhos que eu vos apresento ; recebei-os , guardai-os, por amor de Jesus, vosso querido Filho, que se imolou por eles com tanto amor.
Divina Mãe ,vosso Coração está sempre aberto, é por nós um abismo de misericórdia e de amor; felizes, mil vezes felizes os que se consagram a Vós. Meus filhos não podem ainda faze-lo por si mesmos, mas eu pelo direito que Deus em deu sobre eles ,vo-lo consagro inteiramente e vos prometo em seu nome o mais terno amor ,a mais constante fidelidade. Ó boa Mãe , dignai-vos inclui-los no número dos que protegeis e preservai a sua preciosa inocência ,livrai-os de tudo que possa ve-los tornar menos caros, e preparai sua alma para receber com fruto as primeiras impressões de graças e de piedade.
Ainda um favor, Ó minha santa Protetora!
Ajudai-me a cumprir para com essas crianças, que eu amo mais que a mim mesma, os deveres de uma mãe verdadeira mente cristã; ajudai-me a torna-los dignos do belo titulo de "Filhos de Maria". Eu vos prometo, Ó Virgem Celeste ,com a graça de Deus e vossa santa Proteção; inspirar-lhe cedo o gosto da virtude e da piedade; dir-lhe-ei que devem vos amar como sua terna Mãe pois que são vossos filhos. Ó feliz Mãe de Jesus, fazei que eu veja meus filhos crescerem em sabedoria e em graça, á proporção que foram crescendo em idade; e dignai-vos estender a minha família a vossa ternura maternal e fazei que sintamos, sem cessar, os efeitos da vossa santa proteção. Abandono-vos o cuidado dos meus negócios, tanto espirituais, como temporais, particularmente o grande negócio da nossa salvação eterna. Que tudo seja santo em minha casa como na Vossa em Nazaré.
Ó Jesus ,Ó Maria reinai sobre nós para sempre. Assim seja.



A imagem de Nossa Senhora de Quinche é, fora de dúvida, a mais renomada do Equador, e seu Santuário, dos mais visitados. Sendo sua devoção infelizmente pouco conhecida no Brasil, apresentamos abaixo um resumo de sua história e de seus inumeráveis milagresNão longe de Quito, rumo ao noroeste, existia uma tribo indígena chamada dos Oyacachis. Esses índios, ao que tudo indica, foram os que martirizaram o sacerdote jesuíta Rafael Ferrer. Mas, anos depois, já convertidos, desejavam possuir uma imagem de Nossa Senhora, o que não era muito fácil de se obter naqueles tempos.Nascimento singelo da devoçãoUm escultor de nome Diego Robles havia esculpido uma imagem para uma outra tribo indígena, mas como os silvícolas não quiseram ou não puderam pagá-la, vendeu-a aos Oyacachis. A imagem era de madeira, tendo 62 centímetros de altura. Os nativos, muito pobres e rústicos, colocaram-na numa gruta, à falta de outro lugar.E querendo vesti-la de modo parecido a uma dama espanhola, trajaram-na com uma túnica de grosso pano, o único que possuíam, o qual porém não decorava bem a imagem. Nossa Senhora, Mãe por excelência, não se preocupou com o humilde traje, decidindo premiar a devoção dos indígenas.Começou então a operar contínuos milagres. Muitas vezes saía de sua gruta e voltava somente no outro dia. Quando voltava, os índios perguntavam-lhe onde tinha estado, e a imagem simplesmente mostrava-lhes os pés cheios de lama, dando a entender que tinha ido socorrer diversas pessoas. Além disto, sabia-se na região que a gruta da imagem ficava em muitas ocasiões iluminada, e às vezes ouviam-se sons musicais sair dela.Como começavam a aparecer peregrinos de outros locais, atraídos pelos numerosos milagres, decidiram os índios construir uma capela mais digna para a Mãe celeste.Certo dia passou pela região o escultor da imagem. Os silvícolas encomendaram-lhe um pequeno altar para a Virgem, tendo ele se negado a construí-lo. E foi embora. Quando, porém, passava por uma ponte primitiva, seu cavalo deu um salto e ele caiu.O escultor só não rolou pelo precipício porque uma de suas esporas ficara presa numa das cordas da ponte. Ficou dependurado assim sobre o abismo, e não conseguia sair do apuro. Lembrou-se então da imagem da Virgem dos Oyacachis...Prometeu a Nossa Senhora que, caso o livrasse do perigo, ele voltaria e faria o altar. Apesar de ser aquele um local isolado, logo surgiram várias pessoas que o salvaram. Em cumprimento da promessa, o escultor voltou e construiu o altar



Durante o mês de agosto, é muito comum realizarem-se peregrinações na parte leste da Letônia. Num país de maioria luterana e atéia, não deixa de ser surpreendente observar grupos de 50, 100, 500 e, muitas vezes, milhares de peregrinos católicos rumo ao Santuário da Mãe de Deus de Aglona. Poderia causar estranheza que num país de maioria luterana como a Letônia a população ainda tenha orgulho de denominar sua pátria como Terra Mariana — título dado pelo Papa Inocêncio III, em 1215. De tal forma um título concedido pelo Papa é honroso, que até por orgulho os não católicos (comunistas, protestantes, ateus etc.) não abandonam esse nome, embora contrário às suas convicções! O mesmo acorre na Inglaterra, onde a Rainha, de religião anglicana, ostenta o título de Defensora da Fé, dado pelo Papa quando aquela nação era católica…A maior manifestação religiosa na Terra Mariana de Letônia é a festa da Assunção da Virgem, dia em que Ela é celebrada sob a invocação de Aglona. Vejamos como nasceu essa devoção, que tanto marca aquela nação ainda nos presentes dias.País nascido de uma cruzadaQuando se fala em cruzada, todo mundo pensa na Terra Santa. É natural, pois as cruzadas mais importantes visaram recuperar o Santo Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém. O que poucos sabem é que houve cruzadas vitoriosas em duas regiões fora da Terra Santa, dando origem a vários países. Uma delas é a Península Ibérica, onde a cruzada da Reconquista teve como conseqüência a formação da Espanha e de Portugal. A outra região foi a do mar Báltico, onde as cruzadas deram origem à formação das atuais Letônia e Estônia. Esta última cruzada é praticamente desconhecida hoje fora da Europa, estando ela na origem da devoção de Nossa Senhora de Aglona.Quando o Bispo Alberto de Buxhoeved iniciou seu apostolado para a conversão dos povos bálticos, deparou-se com pagãos obstinados e muitas vezes brutais. Para defender os católicos nativos da vingança dos pagãos, fundou uma ordem militar, os Cavaleiros Porta-espadas. Teve ele o apoio dos Papas, que colocaram essa cruzada sob a proteção da Virgem, concedendo a todos os territórios conquistados o título de Terra Mariana. Aos poucos, com a ajuda de Nossa Senhora e muita sagacidade, foi o Bispo Alberto derrotando sucessivamente as tribos, que formaram o que hoje é a Letônia. Dessas cinco tribos, só uma, a dos látgales, auxiliou de forma plena os cruzados, e foi a que melhor assimilou o cristianismo.Mas com a apostasia dos cavaleiros da Ordem Teutônica para o luteranismo, em 1525, todo esse esforço ficou com prometido. Todas as tribos tornaram-se luteranas, seguindo o exemplo de seus governantes. Porém os látgales mal assimilaram a “nova religião”. Ficaram nominalmente luteranos, mas com muitos costumes católicos, a ponto de serem os únicos que então conservavam com veneração o título de Terra Mariana. Tão infeliz estado de coisas prolongou-se até que a Polônia católica, no final do século XVI, dominou a parte leste do país, onde moravam os látgales. Sob o impulso de destacados jesuítas, a nobreza polonesa decidiu recatolicizar essa região. E, para obter esse objetivo, foi decisiva a difusão da devoção a Nossa Senhora.Na origem, quadro pintado por São LucasLiderou essa verdadeira reconquista espiritual a nobre Jeta-Justina Sastodicka. Proprietária de numerosas terras, ela trouxe padres dominicanos da Lituânia para que pregassem em toda a região. Doou-lhes um mosteiro com uma pequena igreja anexa, num lugar tão isolado que era chamado de Aglona, que no dialeto local significa Floresta de Pinheiros. E mandou trazer um quadro histórico do Mosteiro de Trakai para tirar uma cópia e colocá-la na igreja.Esse quadro da Virgem era uma pintura executada no século I pelo Apóstolo São Lucas, que o Imperador Manuel II de Bizâncio tinha enviado ao Grão Duque de Lituânia Vytautas, o Grande, como presente de sua conversão ao catolicismo.Até hoje não se sabe o que realmente aconteceu: se o quadro original voltou a Trakai ou permaneceu em Aglona, como é voz corrente no país. Muito se discute a respeito. O curioso é que ambas as imagens realizaram numerosos milagres. Porém, os partidários do quadro de Aglona argumentam que, de fato, essa imagem é a mais conhecida e popular, atraindo peregrinações dos russos e bielorussos católicos.Com os numerosos milagres — atestados pelas lembranças colocadas atrás do altar — aumentou a devoção, e em pouco tempo todo o povo da região, descendente dos antigos látgales, tornou-se maciçamente católico, permanecendo assim até hoje.Mas a pintura ganhou uma importância maior ao transformar-se em símbolo da resistência nacional. Com efeito, primeiro os czares ortodoxos (cismáticos) e depois os comunistas tentaram eliminar a devoção à Santíssima Virgem, mas não o conseguiram.Nossa Senhora de Aglona: símbolo da resistência anti-atéiaAs duas devastadoras guerras mundiais que ocorreram durante o século XX afetaram profundamente a Letônia. Esse país foi campo de batalha em ambos os conflitos, tendo perdido neles muitos de seus filhos. Pior que isso: durante a Segunda Guerra Mundial a Letônia foi anexada à União Soviética, a qual lançou uma virulenta campanha para erradicar o catolicismo do país. Vários bispos e padres foram aprisionados, alguns martirizados, e as peregrinações a Aglona foram proibidas por constituírem, segundo os comunistas, “superstições do passado”. Não havia lugar para Nossa Senhora no Estado satânico da União Soviética. Porém, a devoção à Virgem e as peregrinações continuaram. Era uma forma de manifestar oposição ao comunismo.Primeiro os soviéticos expropriaram o local, transformaram o terreno em Kolkhoz (*) e o convento em estábulo. Mas as peregrinações não cessaram. Depois, em finais da década de 50, os vermelhos bloquearam as ruas, fechando o trânsito. Mesmo isso não impediu que muitos continuassem a ir ao local. Para medir a coragem desses resistentes, basta recordar o fato de terem os comunistas deportado, naquela época, cerca de um terço da população para a Sibéria. E muitos dos que tentavam a peregrinação terminavam nas prisões. Depois eram deportados ou mortos. Reduziu-se o número de peregrinações, mas elas prosseguiram.Comunismo impotente para extinguir a fé católicaEm 1961, o governo comunista decidiu endurecer ainda mais a repressão. Expulsou as freiras que tinham conseguido sobreviver no local e chegou a queimar a valiosa biblioteca do antigo convento. Mas uma oposição surda continuava. A atitude varonil dos católicos, especialmente do Bispo, Mons. Dulbinskis, despertava a admiração no resto da população, mesmo entre luteranos ou ateus. A tal ponto que eles começaram a dar nomes católicos a seus filhos, mudando totalmente o costume — vigente até 1940 — de dar-lhes nomes pagãos. Também o costume dos católicos de denominar o país de Terra Mariana foi adotado pelo restante da população.Os comunistas, não conseguindo dobrar os católicos, mudaram de tática. Nos dias em que as peregrinações eram maiores (sobretudo na festa da Assunção), distribuíam produtos em falta, com a finalidade de segurar os peregrinos nas cidades. Nesses dias, permitiam a exibição de filmes ocidentais — o que era proibido nos outros dias. Ordenavam às escolas e universidades atividades obrigatórias, sob pena de expulsão. Mesmo tais expedientes não detiveram as peregrinações.Quando, em 1980, comemorou-se o 800º aniversário do início da catolicização da Letônia, a festa foi celebrada em Aglona. A polícia soviética ficou quase sem meios para impedir a comemoração, devido ao enorme número de pessoas que se dirigiam ao Santuário de Nossa Senhora de Aglona.Finalmente, em 1991, ruiu o Império Soviético, mas o costume de visitar a Imagem de Nossa Senhora de Aglona permanece de pé. Por isso vemos, ainda hoje, especialmente na festa da Assunção, multidões a caminho da antiga Floresta de Pinheiros, onde a Mãe de Deus os espera para abençoá-los e atender seus pedidos.


Ladainha de Santa Maria da Esperança


Senhor, tende piedade de nósCristo, tende piedade de nósSenhor, tende piedade de nós.Cristo, ouvi-nosCristo, atendei-nosDeus, Pai do Céu, tende piedade de nós!Deus Filho, Redentor do Mundo, tende piedade de nós!Espírito Santo Paráclito, tende piedade de nós!Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós!Santa Maria da esperança, rogai por nós!Santa Maria do caminho, rogai por nós!Santa Maria da Cruz, rogai por nós!Plenitude de Israel, rogai por nós!Aurora do mundo novo, rogai por nós!Fonte da alegria messiânica, rogai por nós!Mãe de Deus, rogai por nós!Mãe do Messias libertador, rogai por nós!Mãe dos redimidos, rogai por nós!Mãe de todos os povos, rogai por nós!Discípula de Cristo, rogai por nós!Testemunha de Cristo, rogai por nós!Irmã dos homens, rogai por nós!Aurora da Igreja, rogai por nós!Mãe da Igreja, rogai por nós!Modelo da Igreja, rogai por nós!Imagem da Igreja, rogai por nós!Serva do Senhor, rogai por nós!Serva da Palavra, rogai por nós!Serva do Reino, rogai por nós!Virgem do silêncio, rogai por nós!Virgem da escuta, rogai por nós!Virgem do cântico, rogai por nós!Virgem da contemplação, rogai por nós!Maria, dignidade da mulher, rogai por nós!Maria, grandeza da mulher, rogai por nós!Maria, destino da mulher, rogai por nós!Mulher bendita entre as mulheres, rogai por nós!Mulher fiel ao compromisso, rogai por nós!Mulher fiel no seguimento, rogai por nós!Mulher fiel ao pé da cruz, rogai por nós!Estrela da evangelização, rogai por nós!Educadora da fé, rogai por nós!Mestra da vida, rogai por nós!Presença luminosa, rogai por nós!Presença orante, rogai por nós!Presença acolhedora, rogai por nós!Esperança dos pobres, rogai por nós!Confiança dos homens, rogai por nós!Sustentáculo da evangelização, rogai por nós!Alívio dos oprimidos, rogai por nós!Defesa dos inocentes, rogai por nós!Fortaleza dos perseguidos, rogai por nós!Conforto dos exilados, rogai por nós!Voz de comunhão, rogai por nós!Voz dos pobres, rogai por nós!Voz do Espírito, rogai por nós!Sinal do rosto materno de Deus, rogai por nós!Sinal da presença do Pai, rogai por nós!Sinal da misericórdia do Filho, rogai por nós!Sinal da fecundidade do Espírito, rogai por nós!Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundoPerdoai-nos, SenhorCordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo.Ouvi-nos, SenhorCordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo.Tende piedade de nós

religiosa - Recados Para Orkut


Religioso-5759